Obras Publicadas:

O Movimento dos Corpos 
As imagens ao lado são miniaturas de diversos trabalhos publicados por Edu Thomé, essencialmente livros. Se quiser conhecer um pouco mais sobre cada um, basta clicar na imagem escolhida, que será exibida uma amostra do referido trabalho.
Existe Uma Sombra Verde...  
Benvinda 
Ave Candente  
Arte, por quê? 
A Síncrome Interdita  
Contos Fantásticos
   
O Movimento dos Corpos
Livro de estréia de Eduardo Thomé, em co-autoria com Jorge Pereira de Oliveira e Joviniano Borges da Cunha, contendo contos e poesias.
Veja, a seguir, uma pequena mostra deste trabalho:


Queimando retratos teus

Procurando coisas, achei-te.
Procurando-te, achei a dor.
Estou sem saber o que fazer diante de ti.
Olho-te, não falo.
Penso no passado, no quanto passamos juntos, no quanto fomos, sem ter sido.
Olho o retrato teu.
O quanto busquei pelos olhos teus.
O quanto lutei pelo corpo teu.
O quanto sofri pelo amor teu.
Num pedaço de papel, onde te escrevi versos, te fiz promessas, e que deves ter queimado.
Das coisas que sonhei.
Dos ventos que sopraram, das flores que murcharam, das folhas que caíram, até o dia de hoje.
Já deves ter me esquecido.
E eu...
Olho o retrato teu.
As frias brisas da manhã, que nos esfriavam o corpo, continuam soprando...
Por onde andarás?
A luz que entra da janela clarea teu rosto, como fazia antes, no papel.
As estrelas te brilham nos olhos, como faziam antes, no papel.
No papel, tudo no papel.
Tudo o que não há.
Tudo o que não houve.
Tudo o que desejei.
Tudo o que amei.
Tudo no papel.
No papel, num pedaço de papel.
Quebro as correntes e acendo um fósforo.
Da ponta do papel, a chama sobe e consome até a outra.
A fumaça que sobe, que se desmancha na brisa, que leva o nosso amor a um lugar melhor.
Leva-te também.
Sobe às nuvens.
Olho as cinzas, vejo, pela última vez, teu rosto subindo na fumaça.
Esquecendo o que já foi, deixando tudo para trás, tento levar a vida, queimando retratos teus.



   
Existe Uma Sombra Verde...
Pequeno romance que narra a aventura de um personagem fictício em busca de respostas para seus dilemas existenciais. É certo, porém, que muitos de seus dilemas pertencem a todos nós e, apresentados de forma alegórica, trazem um questionamento e uma série de alternativas que tentam nos mostrar que o caminho está dentro de nós mesmos.


I

Levantou-se de sua confortável poltrona e foi até a janela espiar o pôr do sol.
O céu estava vermelho como vermelho devia ser o sol, atrás dos prédios, anunciando o fim de um dia ensolarado que talvez não acontecesse se não fosse seu sorriso.
À noite, ao dormir, teve sonhos belos como belos são seus planos, ou talvez apenas dormisse no peso de um sono profundo, sem sonhar.
No dia seguinte saiu cedinho, antes do sol, quando apenas no céu, as andorinhas brincavam.
Seguiu por um caminho que lhe era estranho, como estranhos são os caminhos de quem nunca caminhou, porém belos.
Sombras esfumaçantes, gélidos blocos de concreto, olhares trás às nuvens lhe dirigiam.
Caminhava sabe lá para que direção.
Contemplava esse mundo, pequena parcela de seu caminho, sem que alguma coisa lhe pudesse atingir. (segue...)



   
Benvinda
Poesias de cunho romântico, mas com linguagem contemporânea, tratam do amor e das relações amorosas com sensibilidade e leveza.


Comunhão

Seja como for,
Teu caminho e o meu
Se cruzaram,
De maneira irreversível,
E tua figura me surgiu,
De maneira irresistível.
És uma parte ativa,
Uma síndrome necessária,
És a complementação
De minhas alucinações.
De minhas ansiedades,
És o objeto.
Direto ao centro,
Núcleo do furacão,
És o porto seguro
Que conheço de antemão.
És o passo sem medos,
Caminhos percorridos,
Minha antecipação.
Das certezas que carrego
Dentro do coração,
És o fato e o ato,
Sobretudo, comunhão.



   
Ave Candente
Livro de contos e poesias sobre temas variados, desde o relacionamento pessoal até a paranóia das metrópoles. Ave Candente reune algumas observações do cotidiano, sob a forma de poema e prosa, e procura mostrar o que há de lírico e belo nas coisas simples da vida.
Confira, a seguir, algumas destas observações:


Gênesis de Aurora

Em meio à escuridão
Voluntária das centrais elétricas,
Concentrava-me em encontrar
Todo o romantismo inerente
À simplíssima luz de vela.
Notava a volúpia luxuosa
Dum pássaro caçando
Uma libélula gigante
Nas sombras,
Trevas e mistérios,
Mistificadores contrastes
De tais imaginosas
Libertinagens.
Sentia, então,
Que um vazio viscoso
Tomava-me lentamente
E arremessava-me
À inutilidade latente
Dos gritos e gestos esquecidos
Do filme de ontem.
Dotado de sentimentos inglórios,
Aguardava soar as sirenes
Que, durante a noite,
Ecoam no vazio
Dos prédios apagados.
Era um vagar melancólico,
Onde estalidos
Ressoavam ásperos,
Partindo de ares e insetos.
Assim, insólito,
Cavalgando pelas sombras noturnas,
Arrastava um frio
Sorriso diurno
De auroras primaveris.
Às vezes ilhado,
De pensamento a outro,
Pela chuva que caía,
Galgava,
Nos silentes ecos do que somos,
Uma irremediável
Esperança
De atingir o auge.
Quando, enfim,
O sol surgia,
Queria caminhar pelas ruas
Ainda desertas,
Deixando que um mata-borrão
Apagasse as manchas,
As marcas das sombras,
As ruelas e avenidas,
Como fitas de crepom
Espalhadas
Pelo vento que promete
Vir e varrer os escombros.



   
Arte, por quê?
Livro que discute conceito, apreciação e produção artística, apresentando sugestões para o ensino da Arte.


Arte, por quê?

Desde os primórdios de sua existência, o homem tem se manifestado artisticamente, fato comprovado por inúmeras descobertas arqueológicas. O motivo que o levaria a tal prática permanece sendo objeto de estudos e de controvérsias.
Ao que tudo indica, ele reverenciava os mistérios da natureza e atribuía-lhes caráter sobrenatural. Em suas representações gráficas, supostamente, procurava registrar seus feitos marcantes ou, ainda, tentava encontrar uma forma de dominação simbólica sobre a caça.
O homem buscava na Arte uma maneira de entender e se relacionar com o mundo misterioso. Suas obras eram repletas de simbolismo, voltadas a uma dimensão mística da vida. Os acontecimentos deste mundo, possivelmente, teriam uma causa no mundo espiritual. (segue...)



   
A Síncrome Interdita
Poema visual em CD-Rom que procura representar de maneira simbólica o ciclo vital, através do movimento "dia e noite". Neste trabalho, os textos e os desenhos procuram interligar-se para formar uma unidade coesa. Apenas para servir de amostra, destacamos uma parte do texto, que mostramos a seguir, lembrando que muito se perde do contexto original:


O amanhecer dos Contornos

Desmistificante,
O sol acerra,
Vivificando as arestas
E devolvendo massa
Aos volumes
De sólidos contornos.
Reflete-se nos vidros
E ressalta as passarelas
De austeros pavimentos,
De dissimulações,
De blocos e vales flutuantes.
Objeto concretante
Das aspirações
E respirações metálicas,
Pálidas incisões
Da crosta terrestre.
Ganha desenvoltura
E aprofunda cicatrizes
De sombras projetadas,
Retomando de cores
E revelando
A real sofreguidão
Das formas.



   
Antologia de Contos Fantásticos 5
Resultado de um concurso de contos realizado através da Internet, este livro reúne contos selecionados de diversos autores brasileiros, procedentes de diferentes pontos do País. Pode ser adquirido diretamente no site da Editora, através do link: www.camarabrasileira.com



   

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